Monday, October 10, 2011

vacations from hell

Eram quase 3 semanas. Os planos eram ambiciosos. Muitas visitas a muitas pessoas, muitos passeios, muita comida, muita praia e muito descanso. 
Ainda não foi desta. Peço desde já desculpas a todos com quem tinha rascunhado um possível encontro que não se concretizou, mas não foi possível. Não foi possível fazer grande coisa. Na tentativa de aproveitar o que restava das férias, constantemente na minha cabeça estava a Estela, a minha gata, que se encontrava na casa da minha avó. E ficou "homeless". 





Neste momento não tenho casa para a ter aqui e não a queria deixar com alguém qualquer... Foram umas semanas de tortura sentimental... No final, a coisa lá se resolveu. Senti que estava a abandonar um filho num orfanato! Mas sei que ela ficou bem. E agradeço à existência de pessoas que sacrificam o seu lar imaculado por um lar amigo dos animais.


Para terminar com chave de oiro, aconteceu-me algo que nunca na minha vida me tinha acontecido: perdi o avião. Enganei-me na hora do voo e cheguei a um aeroporto a abarrotar pelas costuras (crise?!?! o que é isso?!), apenas uma hora antes. Fecharam o voo quando estávamos a fazer o check-in... Agora, só 12 horas depois... Pois seja. Fomos queimar tempo para o Vasco da Gama, parque das nações, vimos o último filme do Woody Allen (horroroso, by the way - AVISO: DO NOT WATCH "Midnight in Paris"). Cheios de sono, frustrados, cansados, lá entrámos num voo que saiu  atrasado (claro!). Chegámos à 1 da manhã a Amesterdão. Comboio? Só às 2 da manhã. NNNNNNããããããããoooooooooooo! 
Lá esperámos mais uma hora (afinal, esperar tinha sido o que tínhamos feito todo o santo dia, mais 1 hora, menos 1 hora... peanuts!) Lá veio o comboio, não sem antes termos conhecimento que haviam obras na linha entre Delft e Roterdão, pelo que teríamos de sair do comboio e apanhar um Bus para completar a viajem... 
Em Leiden (a meio do caminho) havia uma festa em que celebravam a saída dos espanhóis da dita terra (um motivo tão bom para festejar como outro qualquer) e entraram paletes de juventude, bêbeda, histérica e barulhenta naquele comboio (afinal, era sábado). Eram 3 da manhã e a merda do comboio parou nas capelinhas todas até Delft! A minha cabeça estava liquefeita!
E la piéce de resistance, o PRÉMIO para todo um dia de merda: sobe lá 2 lances de escadas com as malas todas, que elevador não há, se é se queres ir apanhar o autocarro para ir para casa.
Só me deu vontade de chorar. Já tinha as minhas forças por um fio. Concentrei-as, foquei o meu olhar no degrau seguinte e com os braços e as pernas a tremer, lá fui subindo aquela escadaria. Descer foi também difícil, pois estava a ver que as pernas davam de si e lá ia eu à roboleta por aí a baixo! Mas vá lá... 
Ao menos a viagem de bus até não foi longa nem muito má. Quando chegámos à estação de Roterdão, que parece um queijo suiço, tentar encontrar os táxis foi outra tarefa difícil. TAXIS - seta para o lado esquerdo. 20 centímetros ao lado: TAXIS - seta para o lado direito. AARGGHH. E as malas, e os jovens, e o sono e o cansaço... já estava nas últimas. 
Lá viemos num taxi, sem música, silencioso, o tipo nem meteu uma única vez conversa, o que me soube muito bem. Parou à porta. O elevador até estava a funcionar. Entrei em casa. Deixei as malas. Despi-me. Fui para a cama. Eram 4:30 da manhã. 
Não me falem em aeroportos até ao fim do ano, se faz favor.

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