Tuesday, August 30, 2011

happy birthday to me: T-1

Depois de um aniversário não ideal do ano passado, este ano vou vingar-me!
Pois que tirei 3 dias de férias (começam amanhã), pois a minha mãe vem ter comigo, vou almoçar um "high tea" (chá e bolinhos), se o tempo permitir vou dar uma volta à praia (só para passear, of course!), tenho a tal audição há muito desejada e termino com um jantarzinho num restaurantezinho cozy e bom em Roterdão. 



That's what I'm talking about! :D

Monday, August 29, 2011

dogs are funny






São parvos e high maintenance mas são giros, leais e fofos e vou querer um daqui a uns anos. Ver mais aqui.

Sunday, August 28, 2011

é o fim da macacada!

Fim de semana de chuva intensa. Que fazer? ... Ver filmes! :D

Comecei por ver o tão badalado hit de bilheteira "Rise of the planet of the apes", que se diz prequela do filme de 1968 e cujo o Tim Burton fez um remake em 2001, "Planet of the apes".

Posso dizer que até gostei do filme, tem uma narrativa coerente, alguns exageros-como toda a ficção científica-, não há cá macacos a fazerem-se passar por humanos e a história está de tal modo contada que nos faz ficar do lado do macaco. É tão expressivo que é impossível não nos sentirmos compadecidos com os seus sentimentos. No entanto, deixa-nos uma ideias na cabeça (na minha, pelo menos), como por exemplo o símbolo da revolução e uma marca de nascença do macaco espertinho, que se chama césar (o do julio!), e como já não me lembrava desses pequenos pormenores, tive que rever o filme de 2001. Mas não achei piada nenhuma! Não me lembrava de o filme ter sido assim tão mau!! Fogo, que bosta! Fiquei ainda mais desiludida pelo facto do filme não ter qualquer tipo de seguimento relativamente à suposta "prequela"... Porquê chamarem-no de "prequela" então?? Ai, Hollywood... 

Achei então que deve ter sido baseado no filme de 1968. It's so lame!! :P O Charlton Heston é um canastrão!!! É fixe de tão mau que é! eheheheh Não ficam muito mais descansados sabendo que as naves espaciais têm botes de borracha e remos debaixo dos bancos? Dá tanto jeito quando se tem um acidente no espaço. Gente precavida! eheheh
Estes macacos são bem mais avançados que os de 2001. Estes têm armas, têm uma sociedade muito mais estratificada e avançada cientificamente. A história é muito má, as cenas são longas e chatas, os macacos são descaradamente plastificados e os homens fazem papel de atrasados mentais. It's not pretty. No entanto, em ambos têm uma boazona de um lado para o outro, num vestidinho rasgado, a ver-se as partes boas todas. Homens! :P E muitos muitos clichés, frases, trejeitos, comportamentos sobre macacos e homens virados do avesso... é que deixa de ter piada... Human see, human do?! Oh come on!!!


Embora fraco cinematograficamente, este filmo antigo é sem dúvida superior, em termos de ideais, ao de 2001. Fala-se em evolução e em ciência contra os princípios cegos da religião com toda a frontalidade (o que para a altura me parece muito corajoso!), enquanto que no filme do Burton temos de levar com a religião e o deus dos macacos pela fronha o tempo todo e só no fim é que sai uma tirada, ah e tal, isto do deus deve ser tudo peta. Gostava de saber se o Tim Burton é religioso... Contudo, em cada filme, o deus tem um nome diferente e nunca é o do macaco da "prequela", que supostamente é o salvador da espécie... Que incoerência!! GGGGRRR!

No meio desta macacada toda, conclui-se nos filmes todos o mesmo: que o homo sapiens sapiens é um animal nojento e sem princípios. Lembra-nos o quanto frágil somos, como espécie, algo que nos esquecemos a toda a hora. Um aparte meu, nem mesmo quando a natureza dá o ar da sua graça, com vulcões, terramotos, ciclones... parece que há alguma dificuldade em nos lembrarmos que somos um caganito que aqui anda, mais uma espécie a caminho da extinção.

Uma frase que teve um tratamento especial e é comum aos dois filmes: God damn you all to hell! Ora nem mais! :P

Para acabar a tendência símia do fim-de-semana, lembrei-me do filme do Tarzan, a lenda de Greystoke, com o Christopher Lambert, que tantas vezes vi quando era mais jovem (pois havia lá por casa uma cassete). Mais uma vez, os macacos são muito melhores que os humanos!

Uga-buga para vocês, meus macaquinhos lindos! :D
Men are stupid. Long live nature!

Saturday, August 27, 2011

f******


T - 19 days.
Se estiver mau tempo em Portugal............................... nem sei o que faço!

Friday, August 26, 2011

the longest word I've ever seen

Tirando os números que, teoricamente, podem facilmente atingir metros de comprimento (pois para quem não sabe, seis milhões seiscentos e quarenta e dois em holandês (e em alemão, fyi) escreve-se tudo pegado), vi esta palavra no meio de um texto que mete o 'inconstitucionalissimamente' a um canto. O princípio deve ser semelhante ao que utilizam para os números, mas nunca deixa de ser emocionante tentar ler uma coisa destas.
Pois tomem lá:

intralaboratoriumreproduceerbaarheidsstandaardafwijking

Contei. Tem 55 letras. ****da-se!

Wednesday, August 24, 2011

a coirata que há em mim

Já vai quase fazer uma semana que fui ao ensaio do coro a ver se ficava ou não. Ainda não sei nada. Apenas sei que adorei e quero muito muito muito fazer parte!! 
Estava um bocado nervosa, claro está, não pela parte do cantar em si, mas pelo evento social que estava implícito. Eu sozinha, ali no meio de holandeses, não percebia nada do que diziam... saí um bocadinho da minha comfort zone e foi desconfortável. 
Mas lá se passou! Sentei-me na zona das sopranos, uma senhora ao meu lado meteu conversa comigo, muito simpática, a falar devagarinho para eu perceber e eu a responder o melhor possível. Cerca de 70 pessoas encontravam-se no ensaio que, ficam já a saber que não morro de amores por esta particularidade, é numa igreja, ou melhor, num salão adjacente à igreja. Aquecemos a voz, fizemos os exercícios da praxe, o ensaiador era muito bem disposto e engraçado (fez-me lembrar o Luís do CUL - pelos vistos é defeito de profissão ;) ) e o meu cérebro reconheceu aquele processo! Ouvi um "clique", relaxei e aproveitei. 
Ensaiou-se o "Requiem" de Verdi, que é maravilhoso (prefiro o do Mozart, mas não se pode ter tudo) e a "Paixão de Mateus" de Bach sai a seguir. 
Na pausa havia café e cházinho para aquecer! Só lhes fica bem :)
Este luxo e o facto de toda a gente ser presenteada com um livro original da peça (nada de fotocópias!) leva-me a crer que a "propina" aqui a pagar será mais elevada que no CUL. Ficarei à espera da conta... Mas não vão ser uns euricos que me vão desmotivar! nã nã nã!
O ensaio terminou e estava toda nervosa por causa da audição (que me tinham dito que seria após o ensaio). Acontece que o ensaiador foi contractado só para aquele dia pois a maestrina do coro não podia ir, logo, a audição não ia acontecer... MERDA! Esta quinta ela vai estar presente, irei conhece-la e combinar uma data (não, ainda não é agora) para a famigerada audição. 
Por isso, ainda faltam uns diazitos para o escrutínio final, be still my foolish heart.
Estive a bisbilhotar no site do coro e ambas as peças vão ser apresentadas no CCB cá da terra. Já lá fui ver um concerto e é uma super sala! Acho que irei adorar estar ali no palco! É muito aliciante... Estou a babar-me... quero... fazer... parte.... deste... coiro!!

 fuck, i miss it....

UPDATE: Depois de novo ensaio, fiquei a saber que a propina é cerca de 200 euros, inclui um fim-de-semana coral mais umas coisinhas (julgo até que não são as pautas), o café e o chá do break é a pagantes e AINDA POR CIMA é malta da igreja que o serve... Estão já a ver quem é que vai levar um termo de casa, não estão??
Ainda não me vou preocupar muito com isso pois a audição ficou marcada para a semana, no dia dos meus anos, pois achei que melhor que esta conjuntura é quase impossível! :D

Monday, August 15, 2011

it's not my type

Cada vez que vejo algum site escrito em Comic Sans dá-me vontade de espetar um garfo no olho do "webmaster" responsável por esse ataque aos meus sentidos. Não dou crédito a nada que esteja escrito com essa letra. Para mim, esse tipo está associado a iliteracia e só o tolero em algo associado a escolas primárias e infantários.  
Qual não é o meu espanto quando fui trabalhar para a Faculdade e VI COM ESTES OLHOS QUE A TERRA HÁ-DE COMER, pessoas a entregarem trabalhos de mestrado e de doutoramento com esta letra!!! Quem é esta gente???? Eu quero viver num mundo em que pessoas como estas existem?? 

E aposto que só não escreveram a tese nessa fonte porque para isso há regras e Times new roman é que é. O que vale é que há pessoas inteligentes para protegerem os pobres de espírito de chacota universal.



Sunday, August 14, 2011

a musica é finita

Já pensaram nisso? 
A quantidade de notas musicais disponíveis são um número finito, originando um número finito de combinações entre elas (pode ser um número elevado, mas não deixa de ser um número inteiro), por muitos e variados instrumentos, ritmos, etc, que existam por todo mundo e por muito tempo que já se façam soar na face da terra... 
Mentalizem-se: VAI ACABAR UM DIA! Havemos de chegar a um ponto em que tudo já foi feito, tudo já foi tocado e cantado, já não há nada para inventar, para criar...
Espero já cá não estar para ver! Será um dia muito triste....

o paraíso desaparecido


A Holanda era, até há pouco tempo, um país que todos respeitavam, por ser tão prá-frentex tanto a nível da liberdade de expressão como da mui infame legalização de drogas. É um país que não aparece muito nas notícias internacionais, onde o desemprego mantém taxas baixas, o salário é cerca de 30% superior ao da média europeia... tudo parece bonito. 
Foi esse o peixe que me venderam para vir para aqui. Para além de ter o maior porto da europa e de não faltar indústria química aqui à volta. Caso não saibam, foi por isso que vim aterrar em Roterdão. 
Toda essa nuvem cor-de-rosa está a desaparecer. Estes tipos estão a dar passos para trás com gente grande, de cavalo para burro, big time! 
Estão a tornar-se muito nacionalistas roçando o fascismo. Um partido que se auto-designa "anti-muçulmano" faz parte do governo (Geert Wilders diz-vos alguma coisa?). Num país crescido onde se quer o estado separado da igreja (que era), uma coligaçãozinha com uns fanáticos religiosos cristãos está a começar a dar frutos que, como podem calcular, são daqueles frutos azedos e cheios de bichos, de tão podre que estão!
Tal como Portugal tem problemas com os africanos que se aglomeram em bairros de lata sem condições e que vivem de acordo com as suas próprias regras (ou ausência delas), aqui o problema equivalente são o pessoal que vem da Turquia, Marrocos, médio oriente, Suriname e outras antigas colónias. Para além de serem muitos e de um grande número receber assistência monetária do governo, a cereja em cima do bolo é a religião (que é sempre tema de concórdia!), o islamismo, com os seus ideais repressores, homofóbicos e sem lugar nos dias de hoje (e muito menos neste lugar).
A tentativa que estavam a fazer de reinserção social dos estrangeiros (a tal multiculturalização) deu buraco. Custa imenso dinheiro ao governo e não funciona. Vai acabar brevemente. Uma alteração de fundo a esta ideia vem a caminho e espera-se muito mais dos emigrantes, que estes adoptem os costumes e valores holandeses e pschiu! 
As pessoas estão cansadas de pagar imensos impostos para "alimentar" as sanguessugas sociais, de ter de esperar anos a fio por uma casa a preço decente quando "essa gente" tem acesso rápido, de virem para cá tirarem-lhes os empregos... Este tipo de conversa de revolta e já não tão compreensiva está a propagar-se pela classe média holandesa. 
Embora eu seja uma emigrante de categoria (oh yeaaah), com estudos e já house broken, que veio para cá para trabalhar, pagar impostos e tentar fazer parte da sociedade, sinto nas pessoas logo um tom diferente (e não um diferente bom) quando percebem que não sei falar esta língua maravilhosa. Eles não conhecem a minha história e assumem o pior.
Quero que compreendam que eu estou a escrever isto e é o que estou a sentir na pele, mas no fundo eu entendo o que as pessoas estão a viver. Pode parecer descabido, sendo eu uma emigrante, mas quem emigra sabe ao que vai. Quem emigra não pode ir à espera de continuar em "casa". Quem emigra é como uma visita que pede guarida a um amigo disposto a ceder-lhe o sofá. E quem gosta de visitas abusadoras que pensam que a casa é deles e fazem o que querem sem pedir licença e pelo caminho tentam atirar-vos de novo para a idade média??
Tolerância quer-se de parte a parte. Quem vai chular o amigo ao menos que seja bem educado e não dê muito trabalho. E pelo pecador paga o justo e é isso que eu estou a testemunhar nos dias que correm.
A malta está a passar-se! Estavam cheios de medo que o que aconteceu em Londres na semana passada se propagasse para aqui pois sabem que as minorias andam revoltadas. Isto é um barril de pólvora pronto a rebentar. O que vale é este espírito relaxado dos holandeses de tentar agradar ao grego e ao troiano e de não gostarem de tomar uma decisão com implicações radicais... Até aparecer algum Anders Breivik e acenda o rastilho... 
Estou à espera. Vai acontecer.
Só espero nessa altura estar noutro local qualquer, rodeada de gente não tão xenófoba. Será que esse sítio existe nos dias de hoje?? 
I wonder... 


PS. Nem de propósito, o NY Times escreveu um artigo que vos pode dar mais umas luzes sobre o que aqui se passa. 


Religião: a raíz do mal

Saturday, August 13, 2011

trovoada


Pois eu detesto este tema: o tempo. É tema de conversa entre 2 pessoas quando não existe mesmo mais nada de nada para falar, quando estamos em situações menos confortáveis, a partilhar elevadores ou espaços com desconhecidos. É mundano. É vulgar. E eu não gosto. 
Contudo, o tempo nesta terra é algo que me está a começar a entrar-me na pele, está a começar a causar-me irritação e já estou farta de pôr pomada e não passa. Está a deixar-me doente. Passou de tema desprezado a um dos mais importantes da minha vida neste momento.

Acho que há mais de um mês que não há um dia de sol. Há dias que amanhecem menos maus, mas passadas umas horas a nuvens voltam e caem cargas de água.

Estas baixas pressões, estas nuvens baixas, este tom de cinzento, esta claridade branca estão a causar-me uma grande falta de alento. 
Estou a começar a odiar esta terra... Assim que puder, vou-me embora. Está decidido. Para onde? Não interessa. Mas aqui é que não.
E não, não é só o tempo. É também as pessoas. 
Está a ficar insuportável...

Wednesday, August 10, 2011

Dear leeches

Eu escrevo no meu blogue porque me apetece, é verdade, ninguém me obriga, assim como também ninguém vos obriga a ler, claro está! Não sou lá muito eloquente, faltam-me skills, mas estou a borrifar-me que há gente bem pior que também tem um blogue e é feliz. 
Não o uso como terapia, não escrevo para ninguém em especial, não escrevo sobre nenhum tema em particular que possa interessar a uma grande plateia, não escrevo nada que tenha assim muita margem para debate (as opiniões são como os buracos do cu, né verdade?), a minha vidinha é o que é e o blogue é o resultado. 
Por isso, nunca me trouxe grande espanto a falta de feed-back que os meus posts têm.

Eh pá, mas acho que depois de 1 ano e meio de andarem a CHULAR a minha cabeça, bem que podiam deixar um comentariozinho de vez em quando só para eu saber que ainda estão aí, que isto de andar a escrever para o boneco é muito giro mas desanima um bocado! Não custa nada, carregam no feed, vêm aqui parar, clicam na caixa dos comentários e digam qualquer coisa. Vá. Aproveitem este post para soltar a franga e escreverem o que vos apetecer. Don't be shy... :)

Quero então deixar aqui um desafio (que não é desafio nenhum, não encontrei foi outra palavra): Amiguinhos, leitores, gente que passa os olhos por este blogue neste canto do mundo cibernáutico, let me know you exist! Deixem-me conhecer a minha plateia. 

Ps1. Conhecendo algumas das peças que aqui vêm, aposto que não vão dizer nada só mesmo para me lixar! Estúpidos! :P
Ps2. SARA, antes de começares com reivindicações "ah e tal mas eu estou sempre a comentar", reconheço publicamente que és a comentadora mais activa do meu blogue. There. :)


A menina do calendário


Esta gente pode ser muita coisa mas desorganizados é que não são. Pelo menos na teoria... TUDO tem de ser com marcação, de preferência, com muito tempo de antecedência. Ao mínimo vestígio de se estar a tentar combinar qualquer coisa tão simples como ir jantar ou ir beber um copo... tal como Billy the Kid saca do coldre a sua fiel pistola, as holandesas sacam das suas agendas, gigantescos livros cheios de papelinhos que vão caindo, que trazem nas suas malas XXXXXLLLL. E ali estamos, eu e ela, olhando para as nossas agendas. E marca-se. Está marcado e vai acontecer. É 6 meses depois? Não interessa, pois ninguém se vai esquecer porque está marcado e não é preciso lembrar mais perto da data. 
Parece um bocado psicótico, mas não é e eu gosto. Eu também sou assim. Escrevo tudo na minha agenda, desde tarefas mundanas a algo realmente importante, para poder ter uma boa perspectiva do meu tempo e saber o que fazer com ele.
E passei toda a minha vida a sonhar por um mundo como este, evitando TANTAS E TANTAS VEZES que marcava algo e as pessoas esqueciam-se, ou lembravam-se em cima da hora que não podiam, something came up... Eu ali com um evento marcado na minha agenda, ocupando-me aquela janela de tempo em que não iria utilizar para mais nada. Tantas vezes que deixei de fazer algo porque tinha coisas combinadas com fulaninho e esse mesmo fulaninho cagava para mim... E eram sempre os mesmos e eu não aprendia. Claro que fulaninho não me via os dentes durante um bom período. Egoístas! Inconsiderados! Filhos da senhora da esquina, fedorenta e com os dentes podres! 
Espero que essa gente tenha comido do mesmo prato de merda que andavam a servir aos outros para verem como sabe! 

Eu sou toda a favor da optimização de tarefas, de boa gestão do nosso tempo e é por isso que gosto de agendas. Tenho dito.

Tuesday, August 9, 2011

oui oui. croissant.

Na sequência da minha re-visão do filme (500) Days of Summer, há lá uma musiquinha muito jolie. Francês é mesmo uma língua muito bonita, tudo fica mais romântico quando dito em francês, nem que seja um cagalhão. IMDB com ela e eis que a tal música é da Madame Sarkozy, nos seus tempos de modela/cantora. A vozinha dela não é nada de especial, mas gabo-lhe a coragem de se sujeitar a algo tão intimista e sem floreados como estas melodias singelas acompanhadas apenas com uma guitarra. Não é para todos. Mas resulta e é muito agradável. 


E depois imaginei a Maria José Ritta com a sua carinha laroca e voz rouca e sexy a fazer a mesma coisa...




Enjoy!

Monday, August 8, 2011

ramadão

A quaresma dos muçulmanos, renegada pelos católicos porque isso causava muito incómodo e a malta não está para se chatear.
Começou há uma semana e termina a 1 de Setembro. A cantina à hora das pausas está com mais espaço. Um bom número de gente só começa a trabalhar depois do meio dia. Gente rabujenta, de fome, de sede e frustração sexual, a trabalhar com produtos químicos perigosos (ah pois é), com dores de estômago e de cabeça, cheirando mal da boca (lamento, mas é uma consequência de passar 14 horas sem ingerir nada), aproveitando para perder uns quilinhos (ao menos isso).
Em troca, ganham paz de espírito e aprendem "self-restrain". 
Fair trade? 
A minha resposta: Quem não deve, não teme. 

fun fun fun!



Sunday, August 7, 2011

Das Ende des Deutsch-Tour

Parte 3 e final. Estava em Frankfurt... e o dia seguinte amanheceu sem chuva e com perspectiva de sol! GANDA MALUQUICE!
Ao pé de Frankfurt existe uma zona verdejante, o bosque preto, a floresta negra. Estando tanto tempo aqui neste país achatado, em que dois montes de areia pode considerar-se uma cordilheira, percorrer uma estrada serpenteando encostas de verdade, quase a fazer lembrar a serra de sintra, foi um prazer! 




Muito bonitinho e embora muito diferente, trouxe-me reminiscências dos meus passeios na serra da Arrábida. *sigh*
Uma paragem para retemperar energia, ali no chalet da montanha.




Next stop, Estrasburgo. Quando chegámos, tinha havido uma manif e ainda se encontrava muita gente com banners com palavras de protesto. A malta tinha todo um aspecto hippie e uma das bandas até se deu ao luxo de tocar o "always look on the bright side of life" dos Monty Python, que me deixou muito comovida! :P



A zona comercial é ENORME, muita gente na rua, sente-se o dinheiro a circular!! O novo e o velho novamente em contraste, alguns desses tête-à-tête são bem sucedidos, outros nem por isso. Mas de um modo geral, a cidade transmitou-me muito boa energia! Adorei!   





O jantar foi de cair para o lado. Descobrimos no guia uma cervejaria que tinha no menu um prato com as especialidades da região. BRING IT ON!
Começámos com uma sopinha, que diziam que era um consumé com um ravioli... só que GIGANTE! Imaginem o interior de uma salsicha mas dentro de um ravioli e este a boiar num caldinho de carne bem saboroso! Depois, uma frigideira com rolo de carne, mais outros raviolis, sauerkraut, massa e queijo, salsichas... Oh meu deus...
Tudo óptimo, gostoso, enfarta brutos! Quase que fiquei cega e mal conseguia respirar... e não comemos tudo! QUE CRIME!
O dia seguinte foi o dia de regresso, em que se fez mais de 600Km... só de me lembrar disso me faz doer o cu... 
O Museu da Porsche era ali nos arrebaldes de Estugarda e após a visita, toca de volta para Spijkenisse. 
Pelo caminho fez-se um desvio para visitar um castelo, um dos mais bonitos e bem conservados, todas as reviews diziam maravilhas. Vi uma das paisagens mais bonitas da minha vida, um vale criado pelo Reno, encostas verdes e uma terreola muito catita no sopé. Digno de filme. A estrada para o castelo estava em obras, tabuletas mandavam-nos para um lado e o GPS para o outro. Well, this sucks! Entretanto caiu uma grande carga de água e eu ali, de um lado para o outro e a chamar nomes requintados à tipa do GPS. Frustrada e perto da hora do fecho do castelo, lá dei com aquilo... 

quase lá...
yey...dei com isto... 
bela merda!
Que desilusão... Estava em obras, guindaste e andaimes, alas fechadas... :( Fiquei triste. Tanto trabalho... para nada... Nem deu pica para entrar. Vi só por fora. :( *snif*
Mais 400 Km de autoestrada, non stop! Phew... nessa noite sonhei com alcatrão!
See you next time, Germany. Very nice to have met you!

Die german tour part 2

É melhor acabar a viagem depressa senão esqueço-me de tudo! :P
Como se lembram, a primeira paragem foi em Colónia. Chegámos ao fim do dia tarde, instalar, pedir mapa e ala que se faz tarde. A zona comercial é.... uma zona comercial, igual às outras. A diferença que se notou foi a presença de vários mendigos e pedintes, coisa que é muito rara aqui na Holanda (devem esconde-los melhor). Está uma pessoa a contemplar uma montra da H&M e olha-se para o lado, PIMBAS, uma catedralzorra, imponente, impressionante e um bocadinho sujinha :S Estava um cadito pretinha o que lhe tirou um cadito o encanto (não é piadinha racista!).

Estão a ver? Aquilo lá em cima carece de limpeza. Eles estavam a tratar do assunto, como os andaimes e outras observações o comprovam.
Está ali um que manda mais que os outros. Conseguem descobrir?
A ponte à la Eiffel está preenchida com um mural de cadeados, com corações e Fulano+Cicrano 4ever... Isso chama-se "Love padlocks" e foi o que as pessoas se lembraram de fazer para declarar o seu amor: meter um cadeado numa ponte, ponte essa que, espera-se, não vai a lado nenhum, logo, fazendo com que o amor declarado perdure para toda a eternidade. Coisa má linda, mas totalmente idiota! :P

oooohh xo xweet!
O passeio ao longo da margem do Reno é relaxado, fazendo lembrar um pouco o Adamastor. Gente esparramada por todo o lado, com a sua cervejola, muito bom ambiente. Ali se jantou o bom do Schnitzel, que não passa de carne de porco panada. Nada saudável, sabor também nada de por aí além. Meh. Já comi e está comido. Não me parece que vá repetir a experiência. Mais uma volta pelo down town e nada de especial. Achei Colónia uma cidade normal, vulgar, como qualquer cidade, com partes não muito bonitas e sujas, mas com a sorte de ter  uma catedral imponente. 
No dia seguinte, comemos um belo de um pequeno almoço e fomos a Bona, a casa do tio Ludovico. A casa onde o senhor nasceu, num sótão muito modesto, tornou-se agora um museu, recatado, nada de espampanante, com vários objectos pessoais do senhor, assim como os seus instrumentos e pautas originais escritas pela mão dele. Queria tanto tocar naqueles papéis!!!! Fui com o guia-áudio e valeu muito a pena. Sem aquilo, talvez tivesse achado um bocado rip-off pois como qualquer museu alemão que se preze, está tudo só em Alemão e o turista que compre o guia se quiser aprender alguma coisa. Em Portugal é igual... 
A visita ao centro agitado de Bona não desapontou, muita gente percorrendo as ruas de edifícios baixos, bem preservados, dando a sensação que se fez uma pequena viagem no tempo. 



Os dourados eram MESMO amerelos!
É o filho da terra e merece ser celebrado.
O almoço foi mais uma delicatessen da terra, desta vez um "Himmel und Äad", que é chouriço de sangue com puré de batata, puré de maçã e cebola frita. Alimento de campiões! 


Até era bom, mas se não fosse a maçã a desenjoar, a coisa tornava-se overwhelming. O companheiro de viagem comeu outro prato para vencedores de helterofilismo, costeletas de porco fumadas, com puré de batata e sauerkraut. Havia também o tal joelho de porco mas...nnnnã. Fica para a próxima!


O tempo estava merdoso e o resto do dia de volta a Colónia não foi muito impressionante... 
No dia seguinte rumou-se a Frankfurt. Tempo DE MERDA novamente, chuva, chuva, cinzento, triste. Quando chegámos, estava a decorrer a prova ds triatlo "Iron man" e estava tudo entupido ao pé do rio.


Lá serpenteámos pela multidão, comemos uma salsicha e um pretzel e provei o afamado "apfelwein", cidra mas a saber mais a vinho. 
O centro da cidade, para além de estar atafulhado de palanques e palcos e tralha, estava também um bocado escavacado, com obras e montes de entulho por todo o lado. O guia diz que o centro desta cidade foi totalmente arrasado pela guerra, mas quando o reconstruiram tiveram o cuidado de fazerem quase uma réplica perfeita do que era... Só lhes fica bem. Frankfurt é também o centro da economia europeia pelo que edifícios modernos, altos e espadaúdos competem com o skyline das várias igrejas e outros edfícios mais "maduros", gerando uma sensação de esquizofrenia que lhe dá carácter. 

Gostava de a voltar a ver sem aquela parafernália toda da competição e com um bocadinho de sol. Aposto que ia gostar mais. Comemos mais umas coisinhas, desta feita uma carne com um molho verde (Grüne Sosse) extraordinário! e um bocado de queijo em vinagre, com cebola e pão com manteiga (Handkäs mit Musik, nome muito romântico, sem dúvida) Não sei explicar... era muito estranho... o queijo tinha uma textura aborrachada, não sabia a grande coisa sem ser o vinagre e a cebola... not without its charm.

O último capítulo ficará para outro dia. Ficámos a dormir num hostel no red-light district da cidade. Muito deprimente e degradante, mas o Hostel era fixe! :) Tschuss!

Who am I kidding?

Após várias pesquisas de locais para fazer mais um bocadinho de férias agora em Setembro/Outubro, eis que me deu uma epifânia: Portugal. Pronto. Rendo-me.
Eu sei que estou farta de dizer que já passei muitos anos enfiada em Portugal, que estou no meio da europa, que posso e devo ir desbravar mundo. Já tive uma semana de férias e para o ínicio do próximo ano a idea é ir às Caraíbas como gente grande, pelo que agora queria um sítio não muito caro, que desse para descansar e apanhar um bocadinho de sol SE FAZ FAVOR QUE JÁ NÃO AGUENTO ESTE PSEUDO-VERÃO DESTA TERRA, SEMPRE CINZENTO, A CHOVER, DEPRIMENTE AAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHHHHH.

peço desculpa aos leitores pelos berros mas foi um desabafo muito necessitado e é para isso que tenho um blogue, ou não é? 

Admito: I am home sick. Armo-me em forte, que não preciso de nada de lá, casa é onde estamos, posso fazer a minha comida, posso meter-me num avião e ir apanhar sol... É só balelas! 
Primeiro, esta casa, de minha, não tem nada. Apenas a minha presença. 
Segundo, posso fazer algumas coisas que fazia lá mas não sou muito dotada culinariamente e os ingredientes não são bem a mesma coisa. Há comidas que pura e simplesmente se comem nos devidos sítios, não se fazem em casa!
Terceiro, sou forreta demais para me enfiar assim num avião por dá cá aquela palha. E não há destinos solarengos baratuchos. Não há. Ponto. Eu procurei.
Quarto, tenho saudades. Do meu Montijo (e desse cuzinho tão rijo), afinal vivi lá a minha vida inteira. Da minha família e amigos, obviamente. De Lisboa. De dias de sol radioso, de LUZ (e não de apenas claridade). De um oceano AZUL.
Mas principalmente, tenho saudades de compreender o que se passa à minha volta. Tudo aqui é complicado. Saber que tenho de marcar uma consulta, ou ir à Câmara, ou ir à Farmácia, ou ir às compras, ou ler uma carta... causa-me ânsias pois sei que vai ser uma tarefa difícil. Está tudo repleto de uma língua que não compreendo e de gente que não está, de todo, inclinada para me ajudar, gente preconceituosa e xenófoba. E eu não sou das piores! Imagino as minorias mesmo minorias, o que não devem passar... Mas este tema tem muito que se lhe diga e irei voltar a ele brevemente.
Basicamente, tenho saudades de me sentir "normal", de não temer por não ser compreendida, de compreender como tudo funciona, de olhar para qualquer lado e ler e ouvir e tudo fazer sentido.

Ser emigrante não é fácil, não... 

It's just funny!





Great movie, by the way. Go and see it.