Tuesday, June 14, 2011

the tour

Desde que cheguei à Holanda que a quero conhecer. É um país pequenino, tipo os 2 alentejos, logo parte-se do princípio que isto se visitava num piscar de olhos. Nos primeiros tempos não havia dinheiro (na pas de empregos, na pas de passeio) pois os transportes aqui são a puxar para o carote. Depois houve empregos mas ao mesmo tempo mudança de casa e inverno holandês (a coisa é agreste!). Há 3 meses que já há carro mas houve, desta feita, preguiça. Durante este tempo já deu para recolher alguma informação sobre os sítios catitas para visitar. Comprei um guia sobre a Holanda (e sobre a Alemanha- hello, hello, até ao mês que vêm) e fui picar o ponto a alguns pontos turísticos pois tive uma visita do tugal. Juntei a fome e a vontade de comer. 
O estupor do tempo desta terra é que parece um esquizofrénico com síndroma de tourette. Mesmo assim, ainda tivémos muita sorte, pois só caiam cargas de água quando íamos no carro e a temperatura ficou-se pelos 20ºC. Não dá para suar e cheirar a cavalo nem para andar desconfortavelmente a tiritar de frio. Tá-se bem! 
Pois fomos a um dos muitos mercados de queijo, a Alkmaar, em que todas as sextas feiras das 10:00 às 12:30 recriam um venda de queijo das várias "tertúlias", com trajes e apetrechos típicos. 
Como na semana passada abriu oficialmente a época do arenque, por todo o lado brotam barraquinhas a vender esta iguaria. Como só tinha comido o ano passado e já não me lembrava, bora lá tentar outra vez. Não, decididamente a coisa não me excitou. Depois de duas dentadas já me estava a enjoar e com um bafo a "ciboila" que vai lá vai! A ver se não me esqueço desta... 









Uns kilómetros a baixo encontra-se Zaanse Schaans. Uma aldeiazinha construída para o turista. Com alguns museus a pagantes, os bons dos moínhos (uns quantos em funcionamento) e com muitas lojas para se gastar dinheiro, algumas até eram interessantes pois tinham o lado artesanal da coisa de um lado e o produto embalado e pronto a ser comprado do outro. 




armadas em queijeiras!
O que gostei mais foi de uma oficina de tamancas. Qualquer dia compro umas e dou com os meus vizinhos em doidos! :D 

socas são coisas muito versáteis

é escolher!
Na volta para casa, ainda se foi visitar Utrech. Uma cidade universitária, com muito movimento, com uma zona central antiga, bonita, bem conservada e cheia de personalidade jurídica. 







Já tinha serpenteado por aquelas ruas a correr e de noite quando fui ver um concerto. Tinha ficado com a ideia que aquilo devia ser giro... E querem ver que foi?! Parece ter bastantes actividades, coisas a acontecer, vida nocturna, coisa que aqui a je já quase desistiu de ter mas que de vez em quando até aprecia... 
Terminou-se o dia a encher o bandulho em sushi em Roterdão... porque sim! :D

No dia seguinte, fui mostrar Amsterdão à Sofiazinha, com muito gosto, pois não me importo mesmo nada de lá ir, pois como já disse inúmeras vezes, ADORO AMSTERDÃO! Andámos para lá de barquinho pois o tempo estava estúpido, comemos a boa da "stroopwafel", tirámos a foto no "IAMSTERDAM" da praxe, luz vermelha, mercado das flores, vagueando nas ruas e ruelas para ela absorver o feeling da cidade. Chegámos todas rotas a casa mas com a alminha reconfortada!
Domingo, não há chuva, vamos à praia. A famosa, a tal que toda a gente fala: Scheveningen. E foi tudo o que estava à espera. Um grande areal e um igualmente grande passeio à beira mar plantado, com lojas (porque os locais adoram andar às compras), com cafés e restaurantes (porque eles adoram comer coisas boas que não comem em casa), com barracas de fritos e de arenques empestando o belo ar de praia que sentia. Estava muito vento e o sol estava preguiçoso mas deu para ver o potencial da coisa, ou seja, num verdadeiro dia de verão, deve ser impossível andar-se ali! Vou guardar este local mas é para a as passeatas invernais, é o que é! 


banda de jazz... e uns meninos espojados no chão a pintar.



São o Brian Adams e o Elton John, versão esfinge.

kibelling e frites. Perdidos por cem, perdidos por mil!
Como é mesmo ali ao pé, a próxima paragem foi visitar o centro de Den Haag (Haia para os amigos). Como qualquer cidade holandesa que se preze, tem um ar rústico-chique, muito arranjadinha, esplanadas por todo o lado, cheias de gente usufruindo o facto de estarem vivas. Este holandeses podem ser malucos e terem uma data de defeitos, mas eles sabem aproveitar a vida! Aproveitam todo o raio de sol, sempre com um ar de relax, espojados por todo o lado, nunca se queixam do mau tempo e celebram o bom! Dá gosto! E quer queiramos quer não, quando nos deixamos contagiar por esta energia (ou ausência dela), é muito libertador. Mas depois voltamos a ser portugueses... 




"O rei da nozes". O nome diz tudo.  É mesmo bom!
E com essa na cabeça, vim dar a conhecer Roterdão e os seus "atributos", passando pelo café português para beber uma bica e perguntar se faziam caracóis... não... :( 
Segunda foi feriado e montámo-nos no comboio e passados 1 hora e 45 minutos estávamos em Bruxelas. Comemos moules e batatas fritas, fizémos o passeio do bus descapotável, grand place, menino que mija e gouffres! :D:D:D:D oh céu.... pena darem um garfinho raquítico que torna a tarefa de comer aquele manjar dos deuses um bocado complicada e suja. Para a próxima levo um talher de casa. 
Guardando o melhor para fim, para terminar as compras de souvenirs, a cereja em cima do bolo: Spijkenisse. O meu Montijo na Holanda. E o seu "petting zoo", com galinhas, patos e perús, vacas, ovelhas, cabra, porcos, coelhos... para os meninos aprenderem que a carne não nasce nas couvettes! 




Sabem que mais: gosto da Holanda e quero ver mais! 

No comments: