Wednesday, February 24, 2010

scientific breakthrough

Gosto muito de saber coisas (e gosto de respirar. e gosto de comer. sim, é daquelas frases idiotas. Bare with me...).
Tenho pena de o meu cérebro já estar a ficar gasto e os espaços disponíveis para reter informação serem cada vez em menor número... Acho que o Técnico deu cabo dele... tanta coisa que eu "aprendi" para nada, informação inútil que só me estragou as rodas dentadas do equipamento que, de vez em quando, só funciona a carvão. 

Contudo, até não me posso queixar muito! Trabalhou que nem um cão na sua juventude! Eu não facilitava!! Estudava de véspera, lia as coisas de atravessado e fiava-me nele para me dar uma imagem detalhada das páginas dos livros, fazendo zoom e conseguindo ler o que estava escrito (a memória visual é gira, não é?!). Ainda hoje me vai surpreendendo com informações em que fico estupefacta "como é que eu me lembro disto?". Letras de músicas de 1900 e troca o passo em que debito tudo sem pestanejar, diálogos de filmes que vi quando tinha 8-9 anos, músicas e os seus teledediscos do Top+ dos anos 80... Fogo, o meu cérebro era mesmo uma esponja! Que pena que perca essa propriedade com o passar dos anos... 

Mas eu não desisto de massacrá-lo e continuo a  bombardeá-lo com notícias, novidades, curiosidades... Alguma coisa há-de lá ficar, nem que seja por uns instantezinhos. Acompanho uma data de blogs/sites: de notícias, de ciências, de cinema, música, de política (só para ir  sabendo), de parvoíce, dos meus amigos (que é de parvoíce também :P eheheh), de gente que escreve muito bem, de gente que fotografa muito bem... Grande maioria das vezes vejo os bonecos, leio as gordas e passo à frente. Também a degradação da minha paciência acompanha a deterioração do cérebro...

De vez em quando, apanha-se umas pérolas. Hoje decidi partilhar esta:

O PubMed é um portal on-line americano de publicações científicas. Supostamente, tudo o que ali aparece, foi publicado em alguma revista logo, supostamente, é informação relevante, que foi editado e revisto por outras pessoas do meio. Pelo menos, é a ideia que passa cá para fora. Por isso, quando aparecem estes "estudos", uma pessoa questiona-se sobre o que raio aconteceu aqui! Passo a exemplificar:

1.

We would like to report our observations upon a new gastrointestinal syndrome, which we shall refer to by the acronym HAFE (high altitude flatus expulsion). This phenomenon was most recently witnessed by us during an expedition in the San Juan Mountains of southwestern Colorado, with similar experiences during excursions past. The syndrome is strictly associated with ascent, and is characterized by an increase in both the volume and the frequency of the passage of flatus, which spontaneously occurs while climbing to altitudes of 11,000 feet or greater. The eructations (known to veteran back-packers as “Rocky Mountain barking spiders”) do not appear to vary with exercise, but may well be closely linked to diet. The fact that the syndrome invariably abated on descent leads us to postulate a mechanism whereby the victim is afflicted by the expansion of colonic gas at the decreased atmospheric pressure of high altitude. This is somewhat analogous to the rapid intravascular expansion of nitrogen which afflicts deep-sea divers and triggers decompression illness. While not as catastrophic as barotrauma nor as debilitating as HAPE (high altitude pulmonary edema), HAFE nonetheless represents a significant inconvenience to those who prefer to hike in company.”


2.

3.

Pois é como vêem. Anda-se a gastar dinheiro para:
(1) estudar-se o facto de que uma pessoa se peida quando sobe uma   montanha;
(2) se recolher peidos de cão e concluir-se que não há padrão no  "peidamento" dos cães;
(3) se inventar umas cuecas cheias de carvão activado para absorver o cheiro dos peidos.

Não desfazendo dos outros estudos, até acho que o número 3 é um vencedor! Fazem falta génios como estes para resolverem os problemas do mundo!! Qual cancro, qual SIDA, qual carapuça! Vamos mas é estudar isto dos peidos que me está a incomodar! 

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