Thursday, February 18, 2010

o bosão de Higgs


Não percebo nada de mecânica quântica. Tentaram ensinar-me a equação das ondas de Schrödinger, o princípio de incerteza de Heisenberg e umas coisas sobre corpos e caixas negras... Não percebi nada de jeito (a culpa foi dos professores!).

No entanto, retive aquela "experiência" do gato do Shrödinger, o do paradoxo. Talvez seja por ter um animal em pseudo-sofrimento que me marcou. Ou então só porque é giro de ver as coisas que os cientistas se lembram para tentarem exemplificar algo que mais ninguém compreende.
Para os incultos que não sabem do que estou a falar :P, o Sr. Schrödinger - possivelmente devido à rarefacção de oxigénio do alto da sua montanha onde cantarolava a "Edelweiss"(isto tudo para dizer que o homem era austríaco, eish!)- achou que o seu gato já estava velho e decidiu dar-lhe um sumiço. Fechou-o numa caixa bem selada juntamente com uma ampola contendo veneno (sádico, o velhinho) e esperou. Enquanto esperava, pos-se a mandar palpites: já tá morto? Ou não tá? Não oiço nada!! O que é este barulho?
O tipo já se estava a passar com a incerteza... mas estava com medo de abrir a caixa pois o gato podia estar vivo e arranhava-o todo, claro está! E se estivesse morto, ficava cheio de problemas de consciência... Ou está vivo ou está morto.
Mas a física quântica sugeria a existência de um gato zombie! Não está vivo nem morto, antes pelo contrário! Como podem ver, este exemplo serve para explicar tudo e nada!
É por causa de coisas destas que não sou fã da "quântica". Dou-lhe muito valor, deve ser muito giro uma vez que se entenda, tanto dinheiro investido à caça do gambuzino... não pode ser só treta!

Parece que dia 20 de Fevereiro o LHC vai voltar outra vez à vida. Se entretanto não vierem viajantes do futuro impedir a execução da actividade experimental para nos salvar da destruição de todo o universo, pode ser que seja desta que se "veja" o tão famigerado "bojão" e os quarks e os glucons e outras coisas com nomes giros!

Isto tudo, porque li uma "quote" do tio Alberto sobre ondas de rádio, que me deu vontade de rir (e lembrar-me da Estela :P):

You see, wire telegraph is a kind of a very, very long cat. You pull his tail in New York and his head is meowing in Los Angeles. Do you understand this? And radio operates exactly the same way: you send signals here, they receive them there. The only difference is that there is no cat.


Nota: a experiência do gato foi simplificada para ficar mais gira, pois iria estragar a história com cenas como "contador de Geiger", "martelo", "cianeto hídrico" e teologias quânticas... para mais informações, checkar aqui.

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