Monday, December 16, 2013

it's christmas time

Os dias para o Natal estão em contagem decrescente e ainda mais decrescente está a contagem dos dias que faltam para eu entrar de férias. A óptima notícia é que só falta um dia e ACABOU-SE. Depois vou fazer uma paragem em Bruxelas, volto aqui para acabar a mala e levar a gata ao hotel. E depois... it's off back home! 

Como não tenho tido grande imaginação para presentes de Natal, decidi este ano dedicar-me ao crochet e fiz uma data de prendas para as minhas amigas daqui. Não vou levar nada destas coisas para Portugal porque a minha família é toda muito prendada e quase toda a gente sabe fazer estas coisas. 

Por isso, como não vão poder ver nada, deixo aqui as fotos das prendas natalícias já distribuídas. 







 







Até já, gente! Sábado já estarei por aí! FELIZ NATAL!

Friday, December 6, 2013

the little differences

Não vou começar a dissertar sobre Royale with cheese, mas é dentro desse espírito, sim, devo confessar. Pequenos detalhes, aqui e ali, que vou observando e que, obviamente, julgamos sempre perante o nosso referencial, aka, a nossa cultura, esse grande saco que temos às nossas costas, onde pomos tudo que experimentamos e vivemos. O meu saco encheu-se de coisas portuguesas durante 32 anos, pelo que só passados 32 anos "cá fora" é que já nada vai parecer estranho. Até lá... aqui vão umas quantas que me lembrei:

- Chegar a casa de alguém (e vice versa) e tirar os sapatos. Vai-se a uma festa, toda bonita, sapatinho a fazer pendant... não adianta, que quando se chega a casa de alguém, eles saem. Patrões, crianças, colegas, estranhos, melhores amigos do mundo... sapato nenhum entra num lar finlandês. Na Holanda também é assim, mas acho que é mais flexível e depende da pessoa. Aqui é tudo eito! Talvez pelo facto de os sapatos serem a maior parte do tempo botifarras e terem de lidar com outros "animais". Eu gosto, porque sempre achei que andar de sapatos em casa é muito insalubre. Eu hoje vou a casa de um vizinho, acho que nem sequer me vou calçar... vou de chinelos! Olhó estilo!

- Pendurar o casaco à entrada de todo o sítio: Obrigatório. Isto é, quer queiras quer não queiras, vais gastar 2€ (ou mais) sempre! Parece que é uma medida de segurança o facto de os casacos estarem todos juntos num sítio. Não compreendo muito bem porquê, o único cenário que consigo imaginar é haver um fogo e os casacos que estavam nas cadeiras das pessoas entrelaçarem-se nas pernas e impedir a fuga e serem daqueles materiais muito inflamáveis, cheios de enchimento, que faz uma chama linda e contribui para o fogo. Será que isto é suficiente para fazer uma lei? E porquê só aqui? Há casacos em todo o lado, suponho... Ou é simplesmente mais uma regra de oiro criada pela sociedades consumista e afinal, é sempre mais uma pataca que o mexilhão tem de pagar? Eu inclino-me para a segunda...

- O quanto cedo tudo se passa. Horários de trabalho, refeições, eventos... é tudo de "madrugada". O trabalho, ainda vá que não vá, entras cedo, sais cedo, podes ainda fazer alguma coisa. Mas agora, almoçar às 11:30, jantar às 18:00? Concertos/teatros a começar às 7:00 p.m.? O que não é mau, pois se for durante a semana o teu dia seguinte de trabalho não vai estar em risco. Ou se preferires, 10 da noite é uma boa hora para ir beber um copito. É bom... mas difícil de interiorizar.  Contudo, na Holanda onde vivi (não é Amsterdão), as lojas tinham horários que tornavam o dia-a-dia complicado: tudo fechava às 5. E só um domingo por mês é que as coisas abriam. Na Finlândia, os horários das lojas não são tão restritos. Mas nada bate os nosso centros comerciais a fechar à meia-noite, todo o santo dia. Temos assim tanto dinheiro para gastar? Até parece...

Há mais, muito mais. Mas estas foram as que me lembrei quando ontem saí de um concerto às 9:15 p.m. Esta é a hora que qualquer coisa começa em Portugal.

Monday, November 18, 2013

a cabana, junto ao lago

Um dos bens mais desejados e acarinhados que os finlandeses têm é a cabana (mokki). Não é junto à praia, não há dunas nem canaviais.

Geralmente no meio de nenhures, espartanas e sem alguns "luxos" da civilização moderna (tipo água, luz e WC), ai o que eles gostam da cabana! Principalmente por ser isolado, por estarem no meio da natureza, por poderem simplesmente estar, existir, para treinarem os seus instintos, fazer bricolage, beber e fazer sauna. 
Tudo muito simples e básico, em comunhão com o meio ambiente e todos os seus agentes. 
De inverno ou verão, lá vão eles! neve? frio? chuva? mosquitos? ursos? Não interessa nada! Bora! 
Eu nunca fui. Só estive numa umas horas, mas era moderna. Não conta.

Um grupo de noruegueses, que pelos vistos são muito conhecidos pelo mundo, o mesmo grupo que fez a música da raposa, os Ylvis, têm outra música que descreve muito bem a panca que esta gente do norte tem pelas cabanas.
Começa com ele a chegar à cabana: anda, anda, anda, anda...

PS: vou dizer aqui publicamente que estes tipos são uma cópia escarrada dos Flight of the Concords. Já disse. É plágio, senhor, é plágio! 

Sunday, November 17, 2013

to wrap it up: o que deverias saber antes de emigrar para a Finlândia

Neste paraíso (a Finlândia) há um Fórum de portugueses denominado Lusofin. 
Foi por aqui que estabeleci os primeiros contactos quando soube que para aqui vinha, foi por intermédio desta plataforma que conheci as pessoas que conheço e que não são do trabalho. Fora destes dois grandes blocos, não conheci mais ninguém. Mas isso sou eu, que sou um bicho do mato num país cheio de bichos do mato. Assim não é fácil...
Éniuei... 
Este Fórum recebe muitas perguntas de gente portuguesa que está em Portugal e desesperada, desesperada para sair para qualquer sítio do mundo que não seja Portugal e que pensa que a Finlândia, por aparecer nos tais tops, deve ser bom e porque não experimentar. Os moderadores respondem sempre a mesma coisa mas a malta não acredita, estrebucha e por vezes pensam que os que cá estão são uns pessimistas e não querem é que venham para cá mais tugas. 
O administrador do Fórum achou por bem fazer uma compilação dos assuntos que muitos abordam para não ter de escrever sempre a mesma coisa AQUI.

A minha experiência nesta terra, já lá vai 1 ano e 8 meses, é decerto bem diferente da dele. Já leram, com certeza, algumas daquelas coisas aqui no meu blogue. 
Mas pode ser que agora já acreditem... :) 

PS. E quem é que cá vem visitar-me? Hein?

 

Thursday, October 24, 2013

nem tudo o que luz é ouro

Toda a gente sabe que a Finlândia está sempre no top 5 dos países em que há tudo de melhor: melhor saúde, melhor educação, melhor sistema social, gente mais feliz, melhor neve, melhor frio!!!
 
Depois leem o  meu blogue, onde eu tanto digo mal desta terra e desta gente e pensam que sou eu que sou do contra, que sou eu que sou muito crítica.

Não acreditam quando vos digo que isto é o fim do mundo.
Pois eu também não acreditava se não morasse cá. 

Então olhem lá para esta notícia do jornal que, para muito espanto meu, foi num jornal local, onde diz lá para o meio:

"In a country which prides itself on its equal and fair society, I was struck that so many people feel it's acceptable to deny someone access to a flat or a job – or treat them with mistrust or hostility – simply because of their ethnicity."

Se houvesse o top de gente xenófoba, a Finlândia estaria em que lugar? Como as coisas andam por aí, deveriam estar em ex-aequo com 3/4 dos países do mundo...(quem são os 1/4? Também não sei, mas era só para não ser muito deprimente).

Mas é só para pensarem duas vezes quando estiverem a ler estudos e tops e rankings: it's all bullshit!

Thursday, October 3, 2013

a honestidade, ai ai, a honestidade

Anda para aí uma notícia sobre um estudo, daqueles estudos feitos sem qualquer informação científica decente, sabe-se lá porquê, sabe-se lá por quem e sabe-se lá o que se pode tirar das interpretações sensacionalistas que os jornais gostam tanto.

Não sei se foi algo mencionado por Portugal, mas aqui foi orgulho nacional os finlandeses terem-se classificado em numero-uno lugar neste ranking de honestidade.
No extremo oposto da escala, quem ficou? Pois claro, Portugal! 

Então, basicamente, alguém foi a várias cidades mundiais mandar carteiras com dinheiro para o chão e ver quem as ia devolver. Em Lisboa, só apareceu 1 das 12 carteiras e foi porque um casal de Holandeses a passear nas nossas ruas a apanhou, se não, nem isso!
Em Helsínquia, só 1 carteira não foi devolvida. Eu apostava que foi um português que a apanhou! 

Segundo o "estudo", não interessa se se é rico ou pobre, mulher ou homem, jovem ou velho. São os princípios que nos são incutidos. Well.... DAH! 

À parte do meu asco por estes estudos tirados do ânus de alguém, informo, a vocês que estão longe, que é um facto que eles (os finlandeses) desde de tenra idade, são ensinados a não mexer no que não é deles. E assim permanecem o resto da vida. Não mexem, não olham, não falam, não se interessam. São finlandeses.

Sei de histórias de carteiras, cartões multibancos e telemóveis que permaneceram no mesmo sítio sem ninguém lhes tocar durante horas. Ou recebeu-se um telefonema de alguém a avisar. Pensa-se logo (penso eu!): ai se fosse em Portugal... Porque em Portugal, só o que estiver pregado ao chão é que se vai safando e o que não está, quem não o leva, é ESTÚPIDO!

Pois meus amigos, nem oito nem oitenta!  

Não precisamos destes estudos idiotas para sabermos que temos de afinar algumas coisinhas no ensino que damos aos nossos filhos no quadrado à beira mar plantado, que está cada vez pior, diga-se de passagem. Elevo os braços aos céus pela sorte que tive em nascer quando nasci, quando ainda havia um bocadinho de integridade e que esta me foi ensinada. 

O que eu fiz com ela... isso é outra conversa! ;)

Wednesday, October 2, 2013

uma realização:

Apercebi-me há bocado que tenho vestida uma t-shirt com 22 anos! 
Repito: 22 anos!

Foi feita para mim, por um senhor que tinha uma serigrafia, e que imprimiu uma foto do Jim Morrison numa t-shirt de algodão branco. 

Já se fartou de passear, já viu muita coisa, já levou com muito suor, sangue e lágrimas. 

Agora tem uns buraquinhos e tal, mas ainda dá para andar por casa e para levar para o ginásio.

Até se desfazer por completo.

Devia ser tudo assim!